Já pensou acordar e perceber que o cérebro apodreceu? Ou que vem apodrecendo – e você nem percebeu? E que dos amigos e familiares também vão pelo mesmo caminho? Pois a expressão do ano de 2024, eleita pela Oxford University é “brain rot”. Isso mesmo: “cérebro apodrecido”.
A expressão teve mais de 130 mil buscas na internet, apenas em 2024. Ela tem a ver com essa sensação que as pessoas têm ao ficar por muuuuito tempo rolando o feed de redes sociais e consumindo conteúdo vazio.
A gente vem falando desse assunto há um tempo no Instagram do Conectados & Protegidos e os dados são mesmo alarmantes. Não há indícios científicos de que o cérebro apodreça de verdade, mas é fato que o uso das redes:
1️⃣ interfere no sono: quando não se dorme (ou se dorme pouco), o tempo para manutenção feita no cérebro é curto ou perturbado — e operações básicas não são realizadas. Um ser humano que não dorme corretamente não funciona corretamente.
2️⃣ interfere na atividade (ou inatividade): quando estamos conectados no mundo virtual, deixamos de fazer muita coisa saudável no mundo real, incluindo atividades físicas. A epidemia de inatividade é uma realidade e, se sabe, é muito difícil que um corpo não saudável tenha um cérebro saudável. Estudos recentes comprovam que crianças que praticam atividades físicas têm melhor desempenho cognitivo.
3️⃣ interfere diretamente na formação do córtex pré-frontal, uma das áreas mais refinadas dele: o cérebro. É o grande responsável pelas funções executivas de atenção, controle, planejamento, além de regular emoções, motivações e a busca pelo controle de raciocínio, comportamento emocional, controle de atenção, comportamento social. É nele que está também nosso sistema de recompensa.
4️⃣ fortalece o ciclo da dopamina, a partir da validação que oferecem a cada like. As redes são intencionalmente planejadas para explorar a vulnerabilidade dos usuários — e, no caso, estimular o brain rot!
5️⃣ interfere na saúde mental: desde 2010, quando as redes entraram de vez nas nossas vidas (ano do lançamento do Android, do Instagram e da câmera frontal nos smartphones), houve um aumento de 150% nos casos de depressão entre crianças e adolescentes. Nos EUA, as taxas de depressão e ansiedade aumentaram mais de 50% entre 2010 e 2019.
Que tal, em 2025, dar um jeito de virar o jogo? Partiu refrescar (cérebro, a vida). Ou seja, lá qual for a palavra deste ano.
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