por Carolinne Dal Ri e Sabrina Passos
É verdade esse bilhete: estamos no ar, com um site fresquinho e voltado ao nosso objetivo principal: colocar a conversa sobre o uso das telas e das redes sociais nas salas de todas as casas do Brasil. Sim, somos ambiciosas. A ideia do projeto Conectados & Protegidos é estimular a discussão sobre o tema e dar luz à uma realidade dura e real: vivemos um problema de saúde pública quando se trata do uso abusivo de telas e redes sociais por crianças e adolescentes.
Aqui no site, assim como nas redes sociais e nos encontros e palestras presenciais, vamos abordar a importância dos ADULTOS no manejo adequado do tempo de tela das crianças, considerando os impactos no desenvolvimento físico e psicológico. É crucial que os pais, mães, tios, dindas, professores, primos, babás, avós assumam a responsabilidade de monitorar e limitar o uso de dispositivos eletrônicos e das redes sociais, garantindo um equilíbrio saudável entre atividades digitais e outras formas de interação e aprendizado. Você sabia que metade das crianças entre 11 e 12 anos já tem contas no Instagram e TikTok – e essas redes são proibidas para menores de 13 anos? A conta não fecha.
Nas pesquisas que fizemos descobrimos que adolescentes entre 13 e 18 anos já passam mais da metade do tempo em que estão acordados na frente das telas. Estudos comprovam que o uso abusivo na primeira infância diminui a performance em matemática, por exemplo, e reflete em queda em indicadores acadêmicos. Esses são apenas alguns dados que formam a base de um desastre comportamental.
Nos últimos 10 anos, reestruturamos a infância e criamos uma epidemia de doenças mentais. Essa migração do mundo real para o virtual perturbou o desenvolvimento psíquico, social e físico das crianças.
Aqui no site você pode encontrar links e recursos úteis para serem consultados e usados para lidar com esse tema dentro de casa ou na escola. Pode ver também quando fomos convidadas por veículos e pessoas muito bacanas, pra falar desse tema. No blog, vamos sempre contar novidades, convidar especialistas, levantar discussões (ou simplesmente dar nossa opinião!). E claro, você pode entrar em contato com a gente – para eventos, palestras e encontros.
Mas o mais importante de tudo isso é agora ter um espaço nosso, seguro, para disseminar que o negacionismo ou o extremismo não vai resolver (nem isso e nem nada, né?). Não queremos que os nativos digitais voltem a ser analógicos. Mas é preciso que nós, os adultos, tenhamos vocabulário, que estejamos preparados para então estimular essas conversas, tão necessárias.
O esforço deve ser coletivo e consciente – e ele começa dentro de casa. A saída está em reverter a infância baseada no telefone, estabelecendo limites mais saudáveis, e recuperar a vida no mundo real, substituindo o tempo de tela por experiências que envolvam amigos e atividades independentes. Os limites não são fonte de privação e sim podem significar a abertura de um mundo de oportunidades.